Hoje eu estava sem nada pra fazer na internet (o que não é uma novidade, mas enfim) e resolvi fazer um teste pra saber as quantas andam minha auto-estima, apesar de já ter uma idéia. E o resultado foi exatamente como eu imaginava:
"Sua auto-estima está muito baixa. Essa percepção negativa que você tem de si mesmo pode prejudicar sua qualidade de vida e seu prazer de viver. Se achar que não consegue melhorar a auto-estima sozinho, fazer terapia pode ajudar nesse processo”.
Gostar de si próprio nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente pra mim. Aliás, posso até mesmo dizer que a relação mais complicada é aquela que vivemos com nós mesmas.
Sensação de incapacidade, rotina, falta de aceitação, complexo com o físico... Estes são alguns dos aspectos pessoais que acabam com o amor próprio, fazendo com que estejamos sempre contra nosso corpo, relações, capacidade, etc.
Realmente, estou tentando não deixar que a tristeza e a baixa auto-estima tomem conta de mim. Não tenho certeza de que isso é algo conquistável, talvez seja coisa de momento. Mas pra mim, sempre parece uma bola de neve: eu não me amo, logo os outros não me amam. Eu me amo menos e as pessoas me amam menos também.
Acho que minha angústia toda se resume a não me valorizar o suficiente pra viver feliz só comigo. Queria ser auto-suficiente e que os outros fossem só um detalhe (sem desfazer de ninguém, pelo amor…).
Mas sei que quando conseguir, isso vou encontrar outra coisa que me angustie, porque eu não sei parar de reclamar…
O que me deixa confortável comigo mesma são as companhias. E não, não é só a da mãe, que diz que sou linda. São as pessoas que não se importam se eu não vista tamanho 36 ou que não tenha feito as unhas. É com elas que não preciso ficar puxando a blusa pra baixo pra esconder a gordurinha e ficar pensando na relação tensa que tenho com o meu nariz. Junto delas eu sei que, mesmo em dia de chuva, quando sair na rua, não vale a pena sofrer pelo cabelo armado – em menos de dois dias o sol vai voltar a nascer.
Ah, eu amo vocês.
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